sábado, 17 de julho de 2010

C'est la vie, c'est moi.

Eu sou um objeto, manipulado, usado.
Sou um brinquedo, um fantoche.
Brinca comigo, com os meus sentidos
Eu sou o que quiseres.
Faz de mim o seu blefe.
Aposta a minha vida, a minha alma.
Mas quando me canso desse jogo...
Simplesmente me quebro. Deixo-me cair.
Vou em direção ao chão com um sorriso bandido.

domingo, 27 de junho de 2010

Dans 7 jours


Você me olhou e não disse nada.
Apenas me olhou.
Seus olhos eram lindos,
refletiam a luz lívida do tempo.
Seu toque me fazia tremer a cada instante
provocando os meus instintos mundanos
Pobre de mim.
Que sorria o seu riso indiscreto
Que via beleza na sua deselegância
Que sentia prazer em olhar descaradamente o seu ego.
Também assim sabia ser onipresente
Estava comigo sempre
Nos meus delírios infantis
e ainda que você não me dissesse nada
Eu te amei por um tempo suficiente
Foram segundos, fragmentos de amor
que eram gostosos de se sentir.
Você me quis, mas não disse nada.
Apenas me olhou.


Piagus


Em tudo que toca mata.
A todos que ama morrem
e tudo que é belo apodrece
em seu coração cheio de lama.
Seu olhar lívido mostra
sua face leviana sorri
o toque desaba em negro
e a inocência infantil de Piagus
destrói o coração do mundo.
E o seu próprio.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Sorriso corrosivo do hábito



Essa silenciosa inquietude
que brinca de viver a minha alma
confunde os meus pensamentos.
Delírios nostálgicofuturísticos.
Quero ir a lugares desconhecidos,
encontrar minhas almas gêmeas,
viver o meu lado mais insano,
ter vários orgasmos,
não censurados.
Quero ir além da minha linha imaginária,
(Des)construir incógnitas,
Me machucar de maneira sadia.
Do meu jeito.
Não superficialidades.
Inconstante eu quero ser para sempre.